quarta-feira, 29 de agosto de 2012

CEOE CONVIDA OS AMIGOS - TAQUARA - JACAREPAGUÁ - RIO DE JANEIRO/RJ‏

CEOE CONVIDA OS AMIGOS - TAQUARA - JACAREPAGUÁ - RIO DE JANEIRO/RJ‏:

“QUEM AMA EDUCA”.

FILHOS SÃO COMO NAVIOS
Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino par...
a o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.
E haverá muita gente no porto,
feliz à sua espera.

Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.

Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um:
A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.

O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.

Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.

Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como:
HUMILDADE, HUMANIDADE,HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.

Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.

A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL A BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.

Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.

Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
“QUEM AMA EDUCA”.

“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”

( Içami Tiba)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Aulas Evangelização

CONCILIAR EDUCAÇÃO E LIBERDADE


CONCILIAR EDUCAÇÃO E LIBERDADE
Do diálogo entre dois médiuns, Chico [Xavier] e Ondina, temos para nós as imorredouras lições pedagógicas no campo da Doutrina Espírita:
Ondina — Chico, com relação à liberdade, como ficaria nossa posição ante nossos filhos, na criação deles, naquela parte da infância?
Chico — Se nós, para cada vinte por cento de ensinamento falado, dermos oitenta por cento de exemplo, nós resolvemos o problema.
Ondina — Nosso curso visa essencialmente a questão da exemplificação.
Chico — É o dever cumprido, não é? O dever cumprido nos dá o direito de escolher o melhor caminho.
Agora, dentro daquela trilha da obrigação cumprida, ninguém pode nos modificar. Porque, se você trabalha, se você serve, se você constrói, se a sua vida é útil, você deve esperar o respeito dos outros.
Psicologicamente, cada um de nós tem uma vida muito diferente. Nós somos seres semelhantes pelo corpo físico, mas psicologicamente somos criaturas em evolução. Diz a Bíblia: "Deus criou as criaturas à sua própria semelhança." Mas não falou que era na forma. Nós estamos caminhando para outras finalidades, outras formas de vida, como os animais estão a caminho para as formas de vida humana. Então nós estamos em trânsito. Agora, psicologicamente, nós somos o que aparentamos. Mas, se a pessoa trabalha e é util, ela deve exigir o respeito dos outros.
Ondina — Mesmo na parte da criação, então, a gente deve sempre fazer mais do que falar.
Chico — A criança é um problema muito curioso. Diz a psicologia moderna que nós devemos criar os nossos filhos sem trauma; não se pode dar uma palmada, não se pode repreender, não se pode falar coisa nenhuma, não se pode traçar um programa para a criança, não se pode disciplinar... Eu não sou adepto da palmatória e nem do chicote, mas sou amigo do diálogo e do muito amor para com a criança. Agora, sabendo que a criança está chegando de onde nós chegamos, das zonas umbralinas da espiritualidade, para reparar, para lutar, para trabalhar e para ter uma vida digna. Agora, se nós damos mesada para os meninos de dois anos e se vamos na rua discutir com os outros porque nós queremos defender nossa filha, nosso filho, e achamos que eles são melhores que os filhos dos vizinhos, o que é que nós estamos criando? Tudo isso a pretexto de não educar.
Alguém já viu educação sem esforço? Sem disciplina? Então eu vejo senhoras que trazem o jardim delas podado. Os ficus são maravilhosos! Elas fazem formas de anjos, de cores etc. As couves na horta são todas bem cuidadas. Mas quando chegam no filho, não. Não podem porque ele tem trauma. Depois mandam para os psicólogos. Vão tomar bastante tranquilizantes. Já cresce um menino ou uma menina complexados, com uma ideia falsa da liberdade, porque a liberdade tem um preço: o preço da liberdade é o dever cumprido. Não é só ser livre, porque os animais na selva também são livres. Todos os animais que não passaram pela domesticação são livres.
Agora, que liberdade é essa que eles estão preconizando? Uma liberdade para irmos para os tóxicos e acabarmos com a nossa vida? Liberdade para se suicidar? Liberdade para matar os outros? Liberdade para arrasar com a vida de nossos pais? Para arrasar com a vida de nossos filhos? Para bebermos cachaças até cairmos? É a liberdade que a maioria pede! Essa eu não conheço. Porque eu estou no cabresto desde que eu fiz quatro anos!
Ondina — Chico, diga mais alguma coisa aos nossos ouvintes do programa Hora Espírita Maria João de Deus.
Chico — Um abraço a todos os companheiros. E que me perdoem a inflexão de voz, que ficou parecendo carregada de ressentimentos, quando isso não acontece.
Ondina — Não, Chico, suas palavras foram valiosíssimas.
Chico — Apenas estou falando com veemência sobre assuntos que me trazem (esse me é empregado com muita vontade de ser substituído por nos). Mas, às sextas e sábados, eu ouço habitualmente, nas duas noites, quinhentas a oitocentas pessoas, quando não passam de mil, sendo que sessenta por cento nos trazem problemas perfeitamente evitáveis, se essas criaturas tivessem tido o cuidado de educarem seus filhos desde os primeiros meses de vida, conversando em Deus, em trabalho, ensinando o serviço. Quando cercam a criatura aos dezoito anos, ela já está perdida.
Isso é o problema da família. Agora, não tem nisso nada de sexo, não falei nada sobre sexo. Porque sexo é psicológico. Cada um tem o seu impulso, a sua vida. Aqueles que se casaram, comprometeram-se. São como pessoas que assinaram uma escritura. Eles têm também os seus deveres para com os seus companheiros ou suas companheiras. O sexo é psicológico. O sexo é mental. Agora, a pessoa trabalhando e se dispondo a cumprir os seus deveres, ela tem a sua vida sexual regularizada, com a aprovação de sua própria consciência. Porque o trabalho dá a essa criatura a liberdade condicionada ao dever cumprido, para que ela possa viver, porque o sexo não é só procriação. Quando a Escritura diz: "Crescei e multiplicai-vos", não é só do ponto de vista físico. Nós estamos preocupados, no mundo, bem como os governos estão preocupados com as milhões de pessoas que estão nascendo. E há hoje uma inclinação muito grande para o planejamento familiar.
"Crescei e multiplicai-vos", mas também nos valores espirituais; na enfermagem, no trabalho profissional, no gosto de trabalhar para servir, de servir mais, de servir horas extras.
Por exemplo, eu nunca vi uma pessoa que caminhou para o suicídio se oferecendo à prefeitura para trabalhar de picareta até morrer na rua! Querem suicídios calmos, venenos com que eles morram logo. Tiros, com que pensam em desaparecer. Mas não desaparecem, não. Agora, gente para se suicidar com picareta eu ainda não vi.
Ondina — Chico, Deus lhe pague!
Livro:  Chico Xavier – Fonte de Luz e Bênçãos
Urbano T. Vieira, Dirceu Abdala
Livraria Espírita Chico Xavier

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Histórias da Dona Filó

Oi,
 
mais uma da Dona Filó, da nossa amiga Paty Bolonha.
 
Esta e outras histórias da Dona Filó,entre outros materiais auxiliares para evangelização, estão disponiveis na página:
 
 

LIÇÃO DE VIDA

LIÇÃO DE VIDA
(Paulo Roberto Gaefke)

Observando algumas formigas no jardim aqui de casa, percebi que todas seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas mesmas, mas, seguiam firme em direção ao formigueiro que descobri poucos passos adiante, o que para elas deveria representar uma grande viagem.

De repente percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas costas, deveria ser pelo menos vinte vezes maior que ela, e seu esforço era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga presunçosa, carregando aquela folha gigantesca e como ela deveria estar ansiosa em mostrar a formiga rainha como ela era forte, como ela era capaz, quem sabe até ganharia uma promoção.

Enquanto a fila de formigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta de si mesma, sem conseguir sair do lugar, seu esforço era tão grande que mal avançava um passo, voltava dois para trás, estava tão cega, tão entretida na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de um menino que vinha correndo atrás de uma bola. As formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha não teve a mesma sorte, morreu esmagada, agarrada a sua folha gigante.

Assim como a formiga, nós seres humanos inteligentes e sensíveis, vez em quando queremos carregar mais coisas em nossas costas que podemos suportar, os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de querer sempre mais, de ser mais e melhor e quando acordamos para a realidade estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez.

Cuide mais de você, o dia passa, as pessoas passam, o tempo passa, mas você fica, você será a sua eterna companhia, todos podem até fugir de você, mas você não pode fugir desse encontro com você mesmo, com a sua paz interior, com a sua felicidade.

Por amor a você, carregue apenas a sua mala, e de preferência, o mais vazia possível!